Na última quarta-feira (24), no Palácio Henrique de La Rocque, em São Luís, a direção do Conselho Regional de Economia do Maranhão (CORECON-MA) participou de mesa de debate sobre regulação e ampliação de bases de dados com o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Luís Olinto Ramos.

Promovido pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), o debate contou com a participação de usuários qualificados do sistema de planejamento público, entidades empresariais, pesquisadores e gestores públicos.

A reunião fez parte da agenda do presidente do IBGE, que visitou o Maranhão para assinatura de convênio para adesão de uma base integrada ao cadastro nacional de documentos fiscais com o governo do Estado.

Durante o encontro, o presidente do IBGE enfatizou o processo de atualização metodológica e maturação das pesquisas e a preparação para o Censo 2020, além de agradecer a parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda do Maranhão (Sefaz).

O presidente do Imesc, Felipe de Holanda, destacou que a sociedade maranhense ganha muito com o atual avanço na construção de um sistema de informações e gestão qualificado para o planejamento do Estado.

Debate com o IBGE

Debate com o presidente do IBGE, Roberto Luís Olinto Ramos

O presidente do Corecon-MA, Frednan Santos, falou sobre a necessidade de análise temporal dos indicadores atualizados, a exemplo do indicador multidimensional da extrema pobreza, pois mudanças metodológicas podem inviabilizar a comparação com dados anteriores. Frednan Santos destacou ainda, a necessidade de mensuração temporal dos indicadores de extrema pobreza, em especial no Maranhão, que na contramão da tendência nacional, possui políticas públicas de combate à extrema pobreza, como o Plano Mais IDH, o que demanda temporalidade dos indicadores para sua avaliação.

O vice-presidente e chefe do Departamento de Economia da UFMA, Heric Hossoé, destacou a importância da iniciativa do Imesc e elogiou a postura da equipe da Sefaz no diálogo para a construção de instrumentos de controle social. Hossoé também enfatizou o papel da academia no debate, na intervenção sobre a realidade, e na cobrança para a disponibilização desses dados para a sociedade.